Carlos Eduardo Moura | blog

1 October 2008

Oops

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 9:03

Fiz algo errado na hora de atualizar a lista de links que havia aí do lado direito. O blog vai ficar meio capenga durante uns dias, até eu ter saco pra arrumar tudo de novo.

20 September 2008

O melhor blog

Filed under: Mulheres, Egotrip, Fotos — Carlos Eduardo Moura @ 2:32

Vamos combinar uma coisa: este é o melhor blog que há. Sei que já falei isso, mas não custa reforçar.

Algumas palavras sobre Lula

Filed under: História, Brasil, Egotrip, Nonsense, Política — Carlos Eduardo Moura @ 2:30

Vou dizer em poucas palavras o que penso do presidente Lula. Segurem-se.

Escrevo este texto por dois motivos: pelo texto de Rafael Galvão (que não leio, mas foi linkado em alguns blogs que leio) e pelas declarações de Lula sobre o casamento gay.

Sobre o casamento gay. Eu acho que cada um faz o que quiser de sua vida, desde que siga condutas minimamente aceitáveis por todos - como, sei lá, não matar, não roubar etc. Não precisa nem ser educadinho e gentil.

Se dois homens e/ou duas mulheres querem casar-se entre si, ok. São livres para fazer o que quiserem. Não é o Estado ou uma religião que deve proibi-los. A religião até pode dizer: “Olha, isso não é legal, você vai pro inferno”, etc. e tal, porque uma religião segue quem quer. Não tem efeito legal nenhum, num Estado laico. Mas o Estado não pode ter o direito de interferir na vida das pessoas.

Sobre o texto do Galvão (haaaaja coração…!). Acho que o maior mérito do Lula foi não ter feito nenhuma bobagem na economia. Seguiu a política de FHC que vinha dando certo - de cabo a rabo. Deixou técnicos no Banco Central e botou lá um bobão feito o Guido Mantega pra fazer figuração no Ministério da Fazenda. Ok, faz parte. Ainda bem que Lula perdeu as eleições anteriores a 2002 que disputou. Imagina o Lula querendo estatizar os bancos…

Diz o Galvão: “Ao longo dos últimos seis anos, assisti à oposição fazer de tudo para desacreditar o presidente que eles não conseguiram derrubar”.

À oposição cabe fazer oposição. O PT passou bons anos fazendo isso, de forma tosca muitas vezes - quem se lembra das críticas ao Plano Real? Era torcida contra mesmo. Mas se renderam, depois. Não acho que a oposição quis derrubar Lula. Sempre há as exceções. Mas, no geral, havia a tese do “vamos deixar Lula sangrar”. Sangrou, não caiu e ainda por cima voltou mais popular. Faz parte do jogo.

Aliás, registre-se aí que, no auge do mensalão, Lula pedia a Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, para “conversar com o Fernando Henrique”, para tentar esfriar as coisas. E FHC atendeu aos pedidos e, realmente, deu uma esfriada na coisa. Fico tentando inverter isso e não consigo imaginar Lula pedindo menos ímpeto de seus correligionários. Isso me lembra Tarso Genro gritando e pedindo a renúncia de FHC… golpistas, sei, sei.

“Chamaram-no de despreparado — e com o ele o Brasil passou a ter uma proeminência internacional que está matando Fernando Henrique Cardoso de inveja e despeito, aos pouquinhos”.

A gente podia dar uma incrementada na frase acima, sei lá, sugestão: “Chamaram-no de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro em puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro”. Que tal?

O Brasil vem crescendo, se desenvolvendo e ganhando “proeminência internacional” não por conta de Lula, e sim por conta de um processo, lento, que teve início no governo Collor, quando o país se abriu ao mundo. Lula vem dando seqüência. Poderia até dizer que o Brasil cresce “apesar do Lula no governo”, mas hoje já não é mais por aí.

“Chamaram-no de analfabeto — e ele criou o ProUni.”

O que tem a ver uma coisa com outra? E o ProUni, bem, o ProUni… aquele projeto que paga faculdades fundo-de-quintal para receberem alunos de baixa renda, negros e indígenas, que não teriam condições de entrar nas federais ou nas boas particulares. Sou totalmente contra. Mas acho que não vem caso discutir isso agora. Fica pra uma próxima.

“Lula venceu. E a oposição jamais vai conseguir admitir que, do pedestal de sua arrogância, de sua escolaridade, perdeu para um pau-de-arara de Garanhuns, que mostrou que não era ela a mais preparada para dirigir um país do tamanho do Brasil. E por não entender isso, por discordar do projeto de país encabeçado por Lula, essa oposição se perdeu completamente, pregou o golpe às vésperas da eleição, apostou na mentira e no engodo, se recusou a admitir que o país estava melhorando.”

Lula venceu e governou. A oposição aceitou e faz - porcamente, vá lá - oposição. Não vi - mais uma vez - pregação de golpe. Esse pessoal adora deixar as coisas mais heróicas e dramáticas. Menas, menas. Só falta dizer que Lula precisou pegar em armas para ir para o poder. Lutou semanas contra a oposição raivosa e golpista, combateu e foi combatido, sangrou e fez sangrar, matou e morreu um pouquinho (é highlander), mas sobreviveu e mudou a história do Brasil. É isso aí mesmo. Bem por aí. Nunca antes na história deste país tivemos um presidente tão corajoso e gostosão - só o Gegê chegou perto.

“…eu aproveitava para tirar fotos da bundinha do presidente.”

Preciso comentar?

“Tem a ver com uma posição tomada que, mais uma vez, me deu orgulho do presidente que tenho, em quem votei e de cujo projeto indiretamente faço parte. Lula foi o primeiro presidente a dizer que é a favor da união civil de homossexuais, e a Igreja que se vire com isso. Eu tenho orgulho de ter um presidente como Lula.”

Olha, não vou pesquisar se outros presidentes disseram isso ou não. Mas ter orgulho de político? Pedro Sette Câmara escreveu a frase perfeita: “O que me parece pueril e vergonhoso é o fervor que se pode sentir por um político” (ele escrevia sobre Sarah Palin e Barack Obama). É isso.

Além disso, o que mais dá pra falar? Lula é craque em soltar pérolas. “Nunca antes na história desse país…”, e tome discurso populista sobre qualquer assunto possível: petróleo, educação, saúde, moradia, segurança, política externa, futebol etc. Quantas vezes você viu FHC falar de “herança maldita”? E olha que ele tinha motivos. Depois do furação provocado por Collor, o país estava fodido, basicamente - a inflação anual chegou a 2.477% em 1993. Em 98, a inflação chegou a 1,6% por ano.

Para muitos defensores de Lula, parece que figuras como Delúbio Soares, Silvinho “Land Rover” Pereira, Marcos Valério e Duda Mendonça nunca existiram. É tudo conspiração da elite pra derrubar o operário na presidência. E o Meirelles no Banco Central, hein? Não era pra ser a Maria da Conceição Tavares? Tadinha dela…

Acho um tédio ainda ficarmos discutindo isso. Tchau.

18 July 2008

Nuvem

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 8:21

Legal essa nuvem de palavras.

(Via Pedro Doria.)

14 May 2008

Direita? Esquerda?

Filed under: Egotrip, Nonsense — Carlos Eduardo Moura @ 7:51

Sou de direita liberal, segundo o Politicômetro da Veja. Não vejo com bons olhos a interferência do estado na economia e recuso qualquer restrição à liberdade individual.

5 February 2008

O vídeo game é a cura

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 5:30

Quando me perguntarem qual a cura para a gastrite e a úlcera, repetirei: só o vídeo game te salvará, meu filho. Relaxa e joga.

4 December 2007

Eu e as minhas dores

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 7:45

Foi só eu ficar umas três semanas sem fazer exercícios físicos que as dores no ombro e no pescoço voltaram. Acordei um dia de manhã gemendo de dor. Tive que ir ao hospital pedir ao médico pelo amor de Deus um relaxante muscular e um analgésico. Sentindo o drama, ele me deu logo um remédio controlado. Pílulas mágicas – em uma hora, a dor tinha ido embora. Ah, a medicina moderna. Não entendo quem fala que a vida no passado era melhor.

Se aos 25 anos fico assim, às vezes, completamente travado, fico me imaginando aos 50 – de cabelos brancos, gagá e cheio de dores. Tenebroso. Espero pelo menos não estar broxa.

Vamos com calma

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 7:21

Preciso voltar a escrever no blog. Preciso. Sempre esqueço deste espaço. Ou melhor: lembro, mas sempre digo que vou escrever com calma depois. Não quero escrever aqui com pressa. Já costumo fazer muita coisa às pressas, mas não aqui. Aqui é lugar pra relaxar.

Decidi que vou começar a escrever sobre os meus dias. Muito chatos, mas meus. Mas nada muito pessoal.

25 September 2007

Biscoito da sorte

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 8:24

Sorte de hoje: Você é o charme e a cordialidade em pessoa.

Tá bom.

13 September 2007

Estatais

Filed under: Brasil, Egotrip, Economia, Política — Carlos Eduardo Moura @ 7:50

Eu, num passado bem recente, era uma pessoa cheia de dogmas. Eu era jovem e idealista. Não concordava em ver “meu” país ser “vendido” a “preço de banana” por aí, que coisa. Eu acreditava que o Estado devia ser o dono de 100% de “nossas” riquezas. Eu acreditava que, no Brasil, um governo poderia ser ético, honesto e não usar as estatais em benefício próprio. Eu cheguei a acreditar que políticos queriam dirigir as estatais apenas pelo bom salário que receberiam. Vê se pode.

Essa lengalenga toda porque eu queria falar desse negócio de plebiscito da reestatização da Vale do Rio Doce, uma idéia tão sem cabeça, que me deu preguiça danada, mas eu resolvi mesmo assim tocar no assunto.

Em primeiro lugar, os que defendem essas estrovengas estatais acreditam piamente que isso seria melhor para o Brasil, pois uma estatal estaria interessada primeiro no consumidor, depois no lucro – ou melhor, uma estatal não precisaria ter lucro nenhum, podendo arcar até com prejuízos. Aí começa o problema: sem lucro, há sucateamento; com sucateamento, quem se dana é o consumidor.

Segundo: as estatais são fontes excelentes para os políticos arrumarem recursos para as eleições. Só não enxerga isso quem tem a visão embaçada por uma ideologia muito chinfrim. As estatais sofrem uma influência tremenda dos que estão no poder. São usadas por eles. É isso o que se quer? Quando você vê Lula dando a direção de Furnas ao PMDB (Luiz Paulo Conde), não é porque ele achou que o cidadão vai dirigir bem a empresa. Ele deu a direção porque foi pressionado a fazer isso. E aceitou a pressão. É assim que funciona – o presidente precisa amealhar apoios.

Quanto mais o Estado brasileiro se livrar dessas estatais pesadas, morosas, que só sugam dinheiro, melhor. Menos pressão e menos poder o Estado vai ter para fazer jogos sujos, chantagens e lobbies. É tão difícil perceber isso? Agora, obviamente eu não estou querendo dizer que tudo deva ser privatizado. O Estado tem um papel fundamental na vida de um país. Deve(ria) prover saúde, educação básica, cuidar das ruas, estradas, dar segurança, saneamento básico etc. a todos

Agora, queria citar alguns dados sobre a Vale. Num artigo no Estadão de domingo passado, Suely Caldas mostra alguns dados impressionantes:

Em 1997, ano da privatização, a empresa pagou US$ 110 milhões em impostos e dividendos. Em 2006, o número foi 23 maior: US$ 2,6 bilhões. De 97 a 2006, o número de funcionários aumentou 5 vezes, de 11 mil para 56 mil. As exportações triplicaram, de US$ 3 bilhões para US$ 9 bilhões. A produção passou de 100 milhões de toneladas para 250 milhões (ano).

Um número que eu achei impressionante: em 54 anos de controle estatal, a Vale investiu US$ 24 bilhões. De 2001 a 2006, ela investiu US$ 44,6 bilhões. O dobra, praticamente, em 20% de tempo. Mais: o Estado recebe quantias 20 vezes maiores hoje do que quando a empresa era estatal.

Então, porque a grita dos reestatizantes?

UPDATE

De Lauro Jardim na coluna “Radar” da VEJA deste fim de semana:

“O senador Edison Lobão (DEM/MA) votou a favor de Renan Calheiros, apesar de o seu partido ter fechado questão em torno da cassação. Beleza. Nos dias que antecederam a votação no Senado, Lobão recebeu uma notícia que amoleceu mais ainda seu coração com grossas artérias governistas: seu filho, Marcio, foi indicado pelo Banco do Brasil para presidir a Brasilcap, empresa de títulos de capitalização. Marcio, aliás, é sócio do pai em quatro emissoras de TV no Maranhão”.

5 September 2007

Simulador da Bolsa de Valores

Filed under: Egotrip, Economia, Internet — Carlos Eduardo Moura @ 3:31

Muito interessante esse Folha Invest, um simulador do mercado financeiro. Você se cadastra e ganha R$ 100.000,00 fictícios para investir na Bolsa de Valores, além de já ter uma carteira mínima formada. Aí é se escolher as melhores aplicações e ver o resultado. Serve como um teste para quem quer investir nisso mais pra frente, como eu.

Me cadastrei hoje e já comecei a fazer alguns investimentos. Quero ver se depois vou comentando alguma coisa por aqui. O meu ganho hoje foi de 0,10% - devo parte disso à subida das ações da Vale.

30 August 2007

Dois extremos

Filed under: Egotrip, Política — Carlos Eduardo Moura @ 7:15

Recebi ontem, quando ia pra faculdade, um panfleto que dizia que Heloísa Helena estará em Campinas amanhã, para “atividades públicas”. Tive uma curta crise de riso ao ler que ela fará “panfletagem e coleta de assinaturas no centro da cidade sobre o plebiscito de reestatização da Vale do Rio Doce”. Depois, no plenário da câmara, receberá a medalha Dorcelina Folador, com “ato político na sequência da entrega solene”.

Depois da curta crise de riso, sobretudo pela reestatização da Vale, me veio uma sensação de mal estar mesmo. (Logo depois, eu lembrei que em uma aula um pessoal - dois caras, um com a camiseta do Che Guevara - do DA pediu a palavra para falar de eleições “livres e democráticas” e que todos deveriam cobrar a faculdade por mais computadores nos laboratórios e mais espaço no refeitório, cito quase que literalmente, “pois, como a própria faculdade admite que não dá conta de atender a todos, podemos ficar sem comida no intervalo”. Houve uma certa risada por parte de alguns por esse “sem comida no intervalo”. Quis perguntar se eles cobrariam a faculdade por melhores professores e aulas decentes, mas achei melhor deixar quieto. Esqueci que esse povo não costuma frequentar as aulas…)

Na aula, uma seção de vídeo. No filme, um sujeito, daqueles liberais velhões dos EUA, faz uma ode ao “progresso” e à iniciativa privada. Chega a dizer que tudo deveria ser propriedade privada (água, ar, todos os cantos) e que é assim mesmo que o mundo é. O duro é ver Noam Chomsky e Michael Moore (sim… ) fazerem o contraponto.

Volto pra casa, cansado.

E só um comentário curto: parece que muitos liberais não entendem muito bem o que quer dizer “boa moral” e, hmm, humanitarismo. Do outro lado, muitos não entendem muito bem o mundo onde vivem e querem um humanitarismo que nunca existiu e nem nunca existirá (além de serem, digamos, grossos em economia).

22 August 2007

Você lembra da sua infância?

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 2:36

Engraçado alguém dizer que não se lembra de muita coisa da infância. Acho que isso tem um quê de trágico e de vazio. Só me vem uma explicação: ou essa infância foi muito ruim ou traumática. Senão, porque não lembrar?

Hoje, pensando nisso, me vieram histórias inteiras de quando eu era criança. Até o que eu estava sentindo eu consegui sentir novamente. Impressionante.

Isso me lembrou uma tia-avó, que, depois dos 70, passou a lembrar de coisas da infância que ela não se lembrava. Muito estranha a nossa cabeça.

19 August 2007

Casa nova

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 1:01

É isso aí, casa nova. Puxei boa parte dos arquivos do Blogger pra cá - alguns, deixei por lá. Ainda falta alguma coisa pra ficar 100%: os links aí do lado, o portfolio atualizado etc.

Mudando pra cá, quero fazer uma tentativa de “blogar mais a sério” - instituindo, por exemplo, algumas seções semanais que ainda estou bolando. E deixando um pouco de me pautar pelo que sai nos jornais e revistas. Vai dar certo? Em se tratanto de mim, não sei. Sou simplesmente muito bagunçado. Mas vamos ver.

E, ah, seja bem-vindo. E antes que alguém pergunte, os headers aí em cima são de obras de Pablo Picasso.

17 August 2007

Overdose de Brasil

Filed under: Brasil, Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 9:28

Estou com uma overdose danada de Brasil — de Brasil ou das pessoas, no geral?, me pergunto. (Talvez das pessoas do Brasil.) Tudo, absolutamente tudo (ok, quaaase tudo, vai), tem me irritado. Ler jornal me irrita; assistir telejornal me irrita; andar na rua e ver coisas tipicamente brasileiras me irrita; ver os petistas me irrita profundamente; ver alguém do governo falando me põe em depressão profunda; ver alguém defendendo o governo me faz querer cortar os pulsos; jovenzinhos posando como polêmicos, ai, meu Deus, ninguém merece; assistir aulas com uma barulheira infernal me irrita (como um professor consegue dar aula assim?); incompetência no trabalho… bom, deixa pra lá.

Etc. etc. etc.

Brilhante constatação

Filed under: Egotrip, Jornalismo — Carlos Eduardo Moura @ 9:07

É impressionante como jovens jornalistas têm a capacidade de se acharem fazendo trabalhos espetaculares e inéditos. Quando era mais jovem, e eu nem sou tão velho assim, confesso que sofri um pouco desse mal. Falo em “um pouco” pois quero crer que sempre tive noção da minha pequenez intelectual/jornalística. Se me achava melhor, era em comparação aos colegas da minha classe. Sim, um toque de arrogância talvez, mas digo sem medo: uma arrogância necessária, até.
Mas voltando ao assunto inicial: é impressionante ver jovens se achando em alguma coisa. E é engraçado se ver um pouco neles e, bem, ter vontade de dar um tapão na nunca e dizer algo como “envelheça, seu mané” ou “vai ler um pouco mais, vai”.

Se por um lado acho necessário ter um pouco dessa empolgação juvenil no trabalho, é muito mais interessante pensar sempre em como isso está uma bosta e tentar melhorar.

(Em maio de 2007)

Alguns vícios

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 9:07

1. Comprar mais livros do que posso ler
2. Matar aula
3. Capuccino
4. Jogar bola
5. Café, café, café
6. Torta de limão
7. Strognoff
8. Louis Armstrong
9. Nina Simone (cada vez mais)
10. Deixar as coisas a fazer pro último instante e, então, desistir
11. Dormir

(Em maio de 2007)

Dez livros

Filed under: Egotrip, Literatura — Carlos Eduardo Moura @ 9:06

…importantes pra mim:

1. O Estrangeiro, Albert Camus
2. Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez
3. Lolita, Vladimir Nabokov
4. O afeto que se encerra, Paulo Francis
5. O Complexo de Portnoy, Philip Roth
6. A mulher do próximo, Gay Talese
7. Breve história de quase tudo, Bill Bryson
8. Dentro da Baleia, George Orwell
9. Reparação, Ian McEwan
10. Vinte mil léguas submarinas, Júlio Vern

(Em abril de 2007)

Contribuição obrigatória

Filed under: Brasil, Egotrip, Nonsense, Jornalismo — Carlos Eduardo Moura @ 9:04

Essa é nova pra mim: hoje, ao receber meu salário, fui informado de que parte dele foi destinada ao sindicato “que me representa como jornalista”. É isso aí: contribuição sindical obrigatória, regulamentada por lei e tudo mais.

Mesmo não sendo sindicalizado e não gostando nem um pouco daquele povo, tenho de pagar. Além do que já me é descontado pelo governo todo mês de INSS e FGTS (10%).

Como é mesmo aquela frase? “É por esse tipo de coisa que o país não vai pra frente”?

(Em abril de 2007)

2006

Filed under: Egotrip — Carlos Eduardo Moura @ 8:44

2006 foi um ano de reacomodação total pra mim.

Voltei a estudar para terminar de uma vez o curso de jornalismo. Um ano ainda por agüentar. Decidi abandonar o Semana 3 que, apesar de ter sido excelente fazer durante algum tempo, foi também muito cansativo e, bom, eu ainda tenho problemas com bancos e tudo mais.

O que mais? Mudei de casa. Arranjei um emprego. Depois de ter votado no Lula em 2002, votei no Alckmin em 2006. Acho que mudei bastante este ano – não mais que em 2005, mas ainda assim bastante.

Parei, definitivamente, de acompanhar a cultura pop. Passei a ouvir jazz. Tive vontade de largar o jornalismo. Tive vontade de virar publicitário. Depois, cientista. Ganhei novos amigos. Em compensação, perdi o contato com alguns.

Em 2006, tomei coragem e operei da miopia. Foi duro mas valeu a pena. Outro mundo se abriu na minha frente. Adeus, óculos de grau. Olá, Rayban escuro.

O São Paulo não conseguiu manter os títulos da Libertadores e do Mundial, mas foi campeão brasileiro. Na Copa do Mundo, vi com pesar o Brasil perder para a França e, com mais pesar ainda, esta perder para a Itália.

Deixei de ler “CartaCapital”. Voltei a ler o “Estadão”. “Piauí” está aprovada. A “Rolling Stone” brasileira, não.

Burger King e Subway em Campinas são boas idéias.

Li menos livros do que gostaria. Tinha prometido ler, pelo menos, três livros por mês (sei que falar isso soa um pouco afetado). Não deu, parei nos 25. Entre os que mais gostei estão “Sábado” (Ian McEwan), “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, “Amor, Pobreza e Guerra” (Christopher Hitchens), “Tudo se Ilumina” (Jonathan Safran Foer) e, o que li com maior entusiasmo, “Breve história de quase tudo” (Bill Bryson), que me fez querer ler mais sobre ciência. Destacaria também a antologia do “Pasquim”, que traz textos ótimos, mas também muito lixo sessentista.

Fui também pela primeira vez pra FLIP – Festa Literária Internacional de Parati, em agosto. Gostei. Voltarei.

Fiz um ensaio de fotos bacana.

No cinema, continuei com a minha preguiça em ir ver filmes na tela grande. O que vi de melhor (nem sei se todos são de 2006): “Munique”, “Capote”, “Orgulho e Preconceito” e “Manderlay”. O que vi de pior: “Pergunte ao Pó” (tenebroso), “Irreversível” e, hmm, deixa eu ver, “Edukators”. E “O Segredo de Brokeback Mountain”? Pra mim, um filme normal.

Era isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa, volto aqui. Até o ano que vem.

(Dezembro de 2006)

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